MEI brechó
Brechó (loja de roupas usadas) como MEI normalmente está em CNAE 4781-4/00 (comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios) e paga R$ 82,05 de DAS por mês em 2026 — Comércio. Categoria em alta com o movimento de consumo consciente, segunda mão e sustentabilidade — brechó deixou de ser estigma e virou negócio fashion forte, principalmente online via Instagram, Enjoei e marketplaces dedicados.
Última revisão: 26 de maio de 2026 · CNAE 4781-4/00 · Fonte: Receita Federal e Portal do Empreendedor
- Categoria
- Comércio ou Indústria (INSS + ICMS)
- CNAE
- 4781-4/00
- Faturamento típico
- R$ 1.500 a R$ 6.500 por mês
- Limite anual MEI
- R$ 81.000,00
- Vencimento do DAS
- Dia 20 de cada mês
Composição:
- INSS (5% do salário mínimo) R$ 81,05
- ICMS R$ 1,00
Quem é brechó no MEI
Faturamento típico fica entre R$ 1.500 e R$ 6.500 mensais. Brechó físico de bairro fica em R$ 2-4 mil. Brechó online curado em Instagram com público segmentado (vintage, anos 80-90, marcas específicas) consegue R$ 4-6 mil. Quem mistura com vendas no Enjoei e Brechó da Cidade pode estabilizar em R$ 5-7 mil — atenção que aí já se aproxima do teto MEI.
Nota fiscal e particularidades fiscais
Mesmo que a mercadoria seja usada, a venda continua sendo comércio e demanda NFC-e na maioria dos estados. Atenção pra compra de peças: brechó compra de pessoa física (cliente que vende roupa usada), e essa entrada não tem nota fiscal — vira "entrada sem nota" que é mais complexa de comprovar. Algumas cidades têm regulação específica pra comércio de usados (que originalmente foi pensado pra evitar receptação de roubados). Verifique se o município exige cadastro adicional.
Cuidados específicos para brechós
Procedência da mercadoria é o ponto sensível em brechó. Algumas cidades exigem livro de entrada com identificação do vendedor (CPF + descrição da peça) — regra originalmente pra evitar receptação. Outro ponto: brechó que vende peças premium importadas (marcas de luxo, perfumes vintage) pode chamar atenção fiscal se o volume é alto e a origem não é totalmente comprovada. Brechó com peças autorais (estilista que vende coleção própria) cabe em "comércio" mas tem natureza de produção própria.
Despesas típicas da atividade
Despesas comuns: estoque (compra de peças, geralmente pagas a vista pra fornecedoras particulares), aluguel de loja física se aplicável, embalagens (sacola, papel de seda — diferencial alto em brechó), marketing digital (Instagram é canal principal), frete (cliente paga geralmente, mas custo de envio impacta), lavagem ou higienização de peças usadas (custo frequente), curadoria (tempo gasto buscando peças boas em sacolão, garagens).
Como abrir o MEI brechó
O processo é gratuito e 100% online pelo Portal do Empreendedor. Você precisa de CPF, número do título de eleitor (ou recibo da última declaração de IR), endereço residencial e o código CNAE da atividade (4781-4/00). O CNPJ é emitido na hora, e a partir do mês seguinte você passa a pagar o DAS de R$ 82,05 mensais.
Quem prefere ajuda no processo pode procurar o Sebrae local — o atendimento é gratuito, presencial ou online. Não pague nenhuma empresa que cobre por "abertura de MEI": o processo oficial é totalmente sem custo, e qualquer cobrança nesse sentido é serviço de despachante, não taxa governamental.
Perguntas frequentes
Brechó precisa registrar de quem comprou cada peça? +
Brechó online só vendendo pelo Enjoei pode ser MEI? +
Vendo roupa nova feita por mim. Sou brechó? +
Organize seu MEI brechó o ano inteiro
Planilha pronta pra quem trabalha como brechó: controle de receitas, DAS automático, alerta de limite anual e reservas pra IR e INSS.
Ver planilha · R$ 37Fontes oficiais
- Lei Complementar 123/2006 — Estatuto da Microempresa e MEI
- Resolução CGSN 170/2021 — limites e regras do regime
- Decreto 12.797/2025 — salário mínimo R$ 1.621
- Portal do Empreendedor (gov.br)
- CNAE 4781-4/00 no IBGE